14 de Fevereiro
No Dia dos Namorados, foi o galo ao vinho!
Tivemos a sorte de poder usar um verdadeiro galo do campo, criado a milho e que sendo uma peça realmente extraordinária, mereceu uma receita no mesmo registo.
Para me preparar vi dezenas de versões do "Coq au Vin" e acabei, como sempre, por não fazer nenhuma delas, mas sim uma média delas todas.
Umas passam o galo por farinha, outras deitam farinha no molho, outras não usam farinha de todo - eu não usei farinha.
Umas deixam o gajo a marinar no vinho que vai ser usado, outras não - eu marinei de um dia para o outro.
Umas cozinham o galo em lume brando por seis horas, outras por quarenta e cinco minutos e fiz um hora e meia.
Nenhuma usa laranja ou cenoura, eu usei.
Marinada:
Vinho tinto (o melhor que conseguir) , três dentes de alho picados, três folhas de louro, uma cebola e duas cenouras, cortadas grosseiramente, um pouco de sal e pimenta tudo bem misturado. Faça uma quantidade suficiente para que a maior parte da carne fique de molho, deite o galo cortado em bocados grandes, sem partir ossos, mas aproveite apenas as partes com carne, não use a caixa torácica do bicho (há quem faça apenas com as pernas) tape, reserve e mexa de tempos a tempos.
Eu cortei uma deliciosa laranja em rodelas que usei para tapar a carne, pressionando para libertar o sumo.
Para começar:
Retire os bocados do galo da marinada, deixe escorrer e enxugue-os com papel de cozinha, queremos que tenham a menor quantidade de líquido possível e passe a marinada pelo coador para ficar com um caldo limpo.
Numa caçarola deite um fio de gordura (eu usei azeite) e 200gr de cubos de bacon, deixe fritar bem para extrair a gordura. Depois retire o bacon e com papel absorvente de cozinha enxugue os cubos. Na mesma caçarola, deite três dentes de alho picados deixe aquecer um minuto e disponha os bocados do galo, para que fritem por fora, vá virando até que ganhem uma cor dourada, neste ponto retire da caçarola e reserve.
Deite umas quinze cebolas pequeninas (eu usei duas cebolas normais cortadas em cubos de 2 cm), na caçarola e deixe fritar um pouco, junte uma pitadinha de sal e pimenta aqui (eu juntei também alguns dos sólidos da marinada que ficaram no coador (cebola, alho e cenoura).
Quando a cebola ganhar cor, voltar a colocar o galo e respectivos líquidos que entretanto se formaram no prato enquanto descansava, juntar cerca de 0.75 l de caldo de galinha (eu fiz caldo de propósito para este prato e aproveitei para fazer uma canja deliciosa) e juntar ainda a marinada coada.
Mais uma folha de louro fresco, tomilho, uma pitada de sal e os bocados de bacon. Mexer tudo e deixar ferver até a carne estar bem cozida, mas sem se soltar dos ossos, o meu foi mais ou menos uma hora em fogo alto e mais meia-hora em médio.
Numa frigideira, deite um pouco de azeite e um dente de alho picado. Corte cogumelos em quartos e frite-os um pouco - dois minutos no máximo, mas certificando-se que todos apanham calor.
Quando estiver para desligar o lume à caçarola, deite os cogumelos e deixe-os apanhar a fervura por mais dois minutos.
O nosso "Coq au Vin" ficou delicioso, não consigo comparar com outros, porque foi a primeira vez que comemos. Foi mais uma boa ideia da Anabela que ficou a matutar no que se devia fazer com estes nobres galos, impossíveis de encontrar no comércio e chegou a esta brilhante conclusão.
Para acompanhar, a ideia também foi dela, fiz uma super polenta, onde usei mais um bocado do caldo do galo.
Depois explico a receita da polenta, que não é nada demais - só farinha de milho cozida.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Costeletas de borrego Panadas
7 de Fevereiro
Já há algum tempo que não fazíamos este prato, e como a Anabela não come borrego, para ela fiz costeleta de porco.
Esta receita é inspirada nas costeletas de borrego da Nigela Dawson que vi na televisão há uns anos atrás, e de onde tirei os truques principais.
Ingredientes:
Costeletas de borrego
pão ralado
3 ovos batidos
queijo ralado (eu usei emental)
Sal e pimenta
Primeiro retirei os bocados de carne que vinham agarrados ao osso comprido, para ficarmos com "uma pega" visível, depois foram muito bem batidas com o martelo de cozinha e foram macerar por uma hora em vinho branco, alho e sumo de limão.
Preparei o pão ralado num tigela, misturado com uma quantidade generosa de queijo, uma pitada de sal (cuidado porque o queijo já é salgado) e outra de pimenta.
Noutra tigela parti e bati os ovos.
Colocar a frigideira ou fritadeira ao lume e deixar aquecer bem o óleo.
Depois passar cada costeleta pelo ovo, deixar escorrer um pouco e dar um banho de pão ralado, garantindo que não fica carne à vista. Deitar no óleo e deixar fritar dois a três minutos cada uma.
Dependendo da vossa fritadeira, não convém colocar muitas ao mesmo tempo, para que a temperatura do óleo não baixe. Se a temperatura baixar, as costeletas vão começar a cozer em vez de ficarem tostadas por fora e suculentas por dentro.
Para as costeletas da Anabela fiz exactamente igual.
Acompanhei com puré de batata, bom vinho e boas conversas!
Já há algum tempo que não fazíamos este prato, e como a Anabela não come borrego, para ela fiz costeleta de porco.
Esta receita é inspirada nas costeletas de borrego da Nigela Dawson que vi na televisão há uns anos atrás, e de onde tirei os truques principais.
Ingredientes:
Costeletas de borrego
pão ralado
3 ovos batidos
queijo ralado (eu usei emental)
Sal e pimenta
Primeiro retirei os bocados de carne que vinham agarrados ao osso comprido, para ficarmos com "uma pega" visível, depois foram muito bem batidas com o martelo de cozinha e foram macerar por uma hora em vinho branco, alho e sumo de limão.
Preparei o pão ralado num tigela, misturado com uma quantidade generosa de queijo, uma pitada de sal (cuidado porque o queijo já é salgado) e outra de pimenta.
Noutra tigela parti e bati os ovos.
Colocar a frigideira ou fritadeira ao lume e deixar aquecer bem o óleo.
Depois passar cada costeleta pelo ovo, deixar escorrer um pouco e dar um banho de pão ralado, garantindo que não fica carne à vista. Deitar no óleo e deixar fritar dois a três minutos cada uma.
Dependendo da vossa fritadeira, não convém colocar muitas ao mesmo tempo, para que a temperatura do óleo não baixe. Se a temperatura baixar, as costeletas vão começar a cozer em vez de ficarem tostadas por fora e suculentas por dentro.
Para as costeletas da Anabela fiz exactamente igual.
Acompanhei com puré de batata, bom vinho e boas conversas!
sábado, 31 de janeiro de 2015
Arroz de Pato
31 de Janeiro
Este sábado foi o dia do arroz de pato.
Toda a gente adora este prato e nem houve discussão.
Ingredientes:
1 pato (cerca de 1,5 kg)
1 chouriço de boa qualidade
1 kg de arroz vaporizado
4 cenouras
Rama de alho francês
2 cebolas
4 dentes de alho
2 folhas de louro
3 malaguetas secas
duas fatias de presunto com 0.5 cm de espessura
2 colheres de tomate em calda
Azeite, sal, pimenta
O primeiro passo (e um dos mais importantes) é cozer o pato.
Na panela de pressão, colocar uma cebola cortada grosseiramente aos cubos, dois dentes de alho esmagados, as malaguetas, a rama do alho francês cortada em bocados de 2 cm, o louro, e as cenouras descadas. Duas das cenouras são cortadas em cubos e as outras duas ficam inteiras. Depois vai o chouriço e o pato, tapar de água, temperar com sal e pimenta, mexer e fechar a panela de pressão. Deixar cozer bem o pato por 40 minutos.
Quando o pato ficar pronto, vamos retirá-lo da panela e desfiar cuidadosamente toda a carne. Retira-se também o chouriço, corta-se às fatias e reserva-se. Passa-se o caldo que ficou pelo "chinês" e reserva-se num recipiente, perto do fogão. Retiram-se as duas cenouras inteiras, para preparar uma entra de cenoura à algarvia: cortam-se às rodelas, pica-se muito bem um dente de alho e mistura-se tudo numa tigela com azeite e salsa muito bem picada.
Agora o arroz. Deita-se um fio de azeite e a cebola picada num tacho grande, deixa-se refogar um bocadinho, e junta-se o alho também picado e o tomate em calda (isto é mais para escurecer o arroz que outra coisa). Sem medo vai um quilo de arroz lá para dentro e mexendo sempre, deixa-se fritar. Quando o estalar dentro do tacho ficar quase insuportável, ir deitando o caldo de cozer o pato que foi coado com uma concha, mexendo sempre. Repetir para cico ou seis conchas de caldo. Nesta altura o arroz ainda não está cozido, mas já levou uma "tareia" de sabor e vamos provar. Como estamos a usar o caldo de cozer o pato que levou sal, temos que ajustar agora. Para esta quantidade de arroz, provavelmente não vamos ter caldo que chegue, portanto vai ser preciso deitar água, e neste caso, há que levar o sal em conta, isto é: se estiver para o salgado, juntamos a água e não se deita mais sal e vice-versa.
Pela experiência, e como a água não foi medida, é ainda preciso que o arroz tenha um dedo de líquido em cima dele, para que coza por 10 minutos, e para que fique com caldo - isto ainda vai ao forno!
Antes de terminar o arroz prova-se mais uma vez!
Cortar o presunto em cubos muito pequenos e fritá-los só com um bocadinho de azeite. Eu resolvi fazer isto à parte para não estragar o sal do prato, segundo algumas receitas, o presunto deveria ser cozido com o pato.
Num tabuleiro ou Pyrex grande, deitar metade do arroz, depois todo o pato desfiado, seguido pelo presunto. Tapar com o resto do arroz e distribuir as rodelas do chouriço por cima. Todas estas camadas devem ficar o mais uniformes possível.
Levar ao forno por dez minutos. Cinco minutos, só com o calor do forno, outros cinco para tostar o arroz por cima e derreter o chouriço.
Servir com boa companhia, boa bebida e boa música. Nós usámos isto.
Este sábado foi o dia do arroz de pato.
Toda a gente adora este prato e nem houve discussão.
Ingredientes:
1 pato (cerca de 1,5 kg)
1 chouriço de boa qualidade
1 kg de arroz vaporizado
4 cenouras
Rama de alho francês
2 cebolas
4 dentes de alho
2 folhas de louro
3 malaguetas secas
duas fatias de presunto com 0.5 cm de espessura
2 colheres de tomate em calda
Azeite, sal, pimenta
O primeiro passo (e um dos mais importantes) é cozer o pato.
Na panela de pressão, colocar uma cebola cortada grosseiramente aos cubos, dois dentes de alho esmagados, as malaguetas, a rama do alho francês cortada em bocados de 2 cm, o louro, e as cenouras descadas. Duas das cenouras são cortadas em cubos e as outras duas ficam inteiras. Depois vai o chouriço e o pato, tapar de água, temperar com sal e pimenta, mexer e fechar a panela de pressão. Deixar cozer bem o pato por 40 minutos.
Quando o pato ficar pronto, vamos retirá-lo da panela e desfiar cuidadosamente toda a carne. Retira-se também o chouriço, corta-se às fatias e reserva-se. Passa-se o caldo que ficou pelo "chinês" e reserva-se num recipiente, perto do fogão. Retiram-se as duas cenouras inteiras, para preparar uma entra de cenoura à algarvia: cortam-se às rodelas, pica-se muito bem um dente de alho e mistura-se tudo numa tigela com azeite e salsa muito bem picada.
Agora o arroz. Deita-se um fio de azeite e a cebola picada num tacho grande, deixa-se refogar um bocadinho, e junta-se o alho também picado e o tomate em calda (isto é mais para escurecer o arroz que outra coisa). Sem medo vai um quilo de arroz lá para dentro e mexendo sempre, deixa-se fritar. Quando o estalar dentro do tacho ficar quase insuportável, ir deitando o caldo de cozer o pato que foi coado com uma concha, mexendo sempre. Repetir para cico ou seis conchas de caldo. Nesta altura o arroz ainda não está cozido, mas já levou uma "tareia" de sabor e vamos provar. Como estamos a usar o caldo de cozer o pato que levou sal, temos que ajustar agora. Para esta quantidade de arroz, provavelmente não vamos ter caldo que chegue, portanto vai ser preciso deitar água, e neste caso, há que levar o sal em conta, isto é: se estiver para o salgado, juntamos a água e não se deita mais sal e vice-versa.
Pela experiência, e como a água não foi medida, é ainda preciso que o arroz tenha um dedo de líquido em cima dele, para que coza por 10 minutos, e para que fique com caldo - isto ainda vai ao forno!
Antes de terminar o arroz prova-se mais uma vez!
Cortar o presunto em cubos muito pequenos e fritá-los só com um bocadinho de azeite. Eu resolvi fazer isto à parte para não estragar o sal do prato, segundo algumas receitas, o presunto deveria ser cozido com o pato.
Num tabuleiro ou Pyrex grande, deitar metade do arroz, depois todo o pato desfiado, seguido pelo presunto. Tapar com o resto do arroz e distribuir as rodelas do chouriço por cima. Todas estas camadas devem ficar o mais uniformes possível.
Levar ao forno por dez minutos. Cinco minutos, só com o calor do forno, outros cinco para tostar o arroz por cima e derreter o chouriço.
Servir com boa companhia, boa bebida e boa música. Nós usámos isto.
sábado, 24 de janeiro de 2015
Bifes Wellington
24 de Janeiro
Foi a primeira vez que decidi fazer bifes Wellinton e já andava há algum tempo para experimentar.
Na receita "tradicional" dos Bifes Wellington, é usado um lombo de vaca e a carne fica rosada por dentro, mas como cá em casa, a Anabela não gosta da carne mal passada, optei por uma receita alternativa, em doses individuais e sem presunto. A minha ideia inicial era fazer a massa, mas rapidamente desisti e comprei massa fresca pronta.
Ingredientes bife:
Massa folhada fresca
Bifes do lombo
Mostarda Dijon
Cogumelos frescos
Massa folhada
2 gemas de ovo
1 dente de alho
Azeite, sal, pimenta, piri-piri
Ingredientes molho:
1 cebola (roxa de preferência)
2 dentes de Alho
0.5 chávena de vinagre balsâmico
1 chávena de Vinho do Porto
1 chávena de Vinho Tinto
1 folha de louro fresco
Sal e Pimenta
250 g de manteiga (bem fria)
O primeiro passo é cortar os cogumelos em quadradinhos muito pequenos e secá-los numa frigideira.
Eu fiz um bocadinho de batota e meti um fio de azeite, um alho bem picado e temperei-os, mas a receita diz que é mesmo só para os secar.
Selar cada bife numa frigideira bem quente só com um fio de azeite. Eu nunca meto sal e pimenta na carne crua, deixo o lume fazer magia e só depois é que meto os temperos. Esta operação é muito rápida, queremos que a carne fique apenas selada por fora, depois, deixar arrefecer um bocado, barrar generosamente cada bife com mostarda e colocar no frio.
Preparar a massa, pincelando-a com gema de ovo batida, na receita original, colocava-se uma fatia de presunto dentro da massa, mas eu não usei, apenas, dobrei o bife ao meio, e cobri cada um com uma camada dos cogumelos, a mostarda faz de cola para esta operação. Em seguida fechei a massa, tendo o cuidado de não deixar aberturas - o ovo serve para isto.
Colocar os bifes num tabuleiro para ir ao forno, previamente aquecido a 180 ºC, durante 40 minutos.
Enquanto os bifes estão no forno, prepara-se o molho.
Eu aproveitei as "coisas boas" que ficaram na frigideira depois de ter selado os bifes, juntei mais um fio de azeite e refoguei a cebola picada, quando esta fritou um bocadinho, juntei os alhos também bem picados. Não estava na receita, mas eu deitei um bocadinho de piri-piri. De seguida entram os líquidos. O balsâmico, o vinho do porto e o vinho tinto tudo ao mesmo tempo. Mexer bem e deixar reduzir pelo menos para metade, nesta altura, deitar a manteiga bem fria, temperar de sal e pimenta, mexer e deixar reduzir mais metade.
Quando os bifes estiver prontos, deixar arrefecer um pouco, e servir com uma generosa camada de molho em cima de cada um.
Delicioso!
Foi a primeira vez que decidi fazer bifes Wellinton e já andava há algum tempo para experimentar.
Na receita "tradicional" dos Bifes Wellington, é usado um lombo de vaca e a carne fica rosada por dentro, mas como cá em casa, a Anabela não gosta da carne mal passada, optei por uma receita alternativa, em doses individuais e sem presunto. A minha ideia inicial era fazer a massa, mas rapidamente desisti e comprei massa fresca pronta.
Ingredientes bife:
Massa folhada fresca
Bifes do lombo
Mostarda Dijon
Cogumelos frescos
Massa folhada
2 gemas de ovo
1 dente de alho
Azeite, sal, pimenta, piri-piri
Ingredientes molho:
1 cebola (roxa de preferência)
2 dentes de Alho
0.5 chávena de vinagre balsâmico
1 chávena de Vinho do Porto
1 chávena de Vinho Tinto
1 folha de louro fresco
Sal e Pimenta
250 g de manteiga (bem fria)
O primeiro passo é cortar os cogumelos em quadradinhos muito pequenos e secá-los numa frigideira.
Eu fiz um bocadinho de batota e meti um fio de azeite, um alho bem picado e temperei-os, mas a receita diz que é mesmo só para os secar.
Selar cada bife numa frigideira bem quente só com um fio de azeite. Eu nunca meto sal e pimenta na carne crua, deixo o lume fazer magia e só depois é que meto os temperos. Esta operação é muito rápida, queremos que a carne fique apenas selada por fora, depois, deixar arrefecer um bocado, barrar generosamente cada bife com mostarda e colocar no frio.
Preparar a massa, pincelando-a com gema de ovo batida, na receita original, colocava-se uma fatia de presunto dentro da massa, mas eu não usei, apenas, dobrei o bife ao meio, e cobri cada um com uma camada dos cogumelos, a mostarda faz de cola para esta operação. Em seguida fechei a massa, tendo o cuidado de não deixar aberturas - o ovo serve para isto.
Colocar os bifes num tabuleiro para ir ao forno, previamente aquecido a 180 ºC, durante 40 minutos.
Enquanto os bifes estão no forno, prepara-se o molho.
Eu aproveitei as "coisas boas" que ficaram na frigideira depois de ter selado os bifes, juntei mais um fio de azeite e refoguei a cebola picada, quando esta fritou um bocadinho, juntei os alhos também bem picados. Não estava na receita, mas eu deitei um bocadinho de piri-piri. De seguida entram os líquidos. O balsâmico, o vinho do porto e o vinho tinto tudo ao mesmo tempo. Mexer bem e deixar reduzir pelo menos para metade, nesta altura, deitar a manteiga bem fria, temperar de sal e pimenta, mexer e deixar reduzir mais metade.
Quando os bifes estiver prontos, deixar arrefecer um pouco, e servir com uma generosa camada de molho em cima de cada um.
Delicioso!
sábado, 17 de janeiro de 2015
Frango do campo recheado
17 de Janeiro
Este sábado, o frango foi rei. É certo que repeti uma receita, mas também é certo que desossar um frango, não é uma tarefa trivial, sim porque o título engana: é recheado, mas primeiro foi desossado.
Não me vou alongar na parte do "desossado", porque se alguém tiver vontade de o fazer, vai arranjar recursos e meter mãos à obra, por outro lado vou explicar o que fiz para o recheio.
Depois de desossado, sobraram...ossos(!) que foram para dentro da panela de pressão, juntamente com os miúdos, pés e pescoço (do frango), um terço de chouriço, uma cebola, dois dentes de alho esmagados, três malaguetas secas e uma pitadinha de sal. Deixei cozer bem e depois fiz uma canja espectacular com o caldo.
Agora o recheio. Uma cebola picada a refogar num pouco de azeite e banha, passados uns minutos, juntam-se dois dentes de alho picados, um pouco de piri-piri, o chouriço (que foi cozer com os restos do frango) bem picado, três ou quatro tiras de pimento verde e vermelho, cortadas aos cubinhos pequenos. Quando tudo isto estiver mais ou menos unido, juntam-se os peitos do frango também cortados aos cubos pequenos e tempera-se com sal e pimenta. Quando ouvirmos o som da fritura, está na hora do ingrediente secreto, sumo de laranja. Eu usei só o de uma laranja, mas isso depende da quantidade; o objectivo é deixar algum liquido, para obter uma massa com alguma consistência. Para finalizar o recheio, ainda faltam os cogumelos, que cortados às fatias se foram juntar à festa que estava a acontecer na frigideira (devo dizer que não usei todo o sumo de laranja de uma só vez) antes dos cogumelos entrarem, usei mais ou menos metade e depois deitei o resto, porque que queria o recheio mais húmido. Não convém deixar os cogumelos muito tempo no lume, porque senão vão perder toda a água e consequentemente, toda a graça. Para dizer a verdade, nada deste recheio deve estar muito tempo no lume, uma vez que isto ainda vai tudo ao forno.
Encher o melhor possível o frango (esta parte para mim é a mais delicada e difícil), atá-lo, deitar um fio de azeite no fundo do tabuleiro, e outro besuntando toda a pele, e forno com ele! - 180 ºC, pelo menos uma hora. Se começar a queimar muito rapidamente, baixar a temperatura um bocado.
Desta vez fiz acompanhar o frango com puré de batata doce. Feito tal e qual como o das outras batatas, só que no fim deitei umas quantas gotas de molho inglês, para ficar com "aquele" toque especial. O pessoal gostou muito, mas eu confesso que gosto de outras melhores maneiras de comer batata doce.
E pronto, só falta dizer o óbvio, para desossar e rechear uma ave, convém que o "especimen" seja da melhor qualidade possível, caseiro seria ótimo!!
Posso também garantir que não é assim tão difícil, desde que se tenha uma faca adequada e afiada.
Este sábado, o frango foi rei. É certo que repeti uma receita, mas também é certo que desossar um frango, não é uma tarefa trivial, sim porque o título engana: é recheado, mas primeiro foi desossado.
Não me vou alongar na parte do "desossado", porque se alguém tiver vontade de o fazer, vai arranjar recursos e meter mãos à obra, por outro lado vou explicar o que fiz para o recheio.
Depois de desossado, sobraram...ossos(!) que foram para dentro da panela de pressão, juntamente com os miúdos, pés e pescoço (do frango), um terço de chouriço, uma cebola, dois dentes de alho esmagados, três malaguetas secas e uma pitadinha de sal. Deixei cozer bem e depois fiz uma canja espectacular com o caldo.
Agora o recheio. Uma cebola picada a refogar num pouco de azeite e banha, passados uns minutos, juntam-se dois dentes de alho picados, um pouco de piri-piri, o chouriço (que foi cozer com os restos do frango) bem picado, três ou quatro tiras de pimento verde e vermelho, cortadas aos cubinhos pequenos. Quando tudo isto estiver mais ou menos unido, juntam-se os peitos do frango também cortados aos cubos pequenos e tempera-se com sal e pimenta. Quando ouvirmos o som da fritura, está na hora do ingrediente secreto, sumo de laranja. Eu usei só o de uma laranja, mas isso depende da quantidade; o objectivo é deixar algum liquido, para obter uma massa com alguma consistência. Para finalizar o recheio, ainda faltam os cogumelos, que cortados às fatias se foram juntar à festa que estava a acontecer na frigideira (devo dizer que não usei todo o sumo de laranja de uma só vez) antes dos cogumelos entrarem, usei mais ou menos metade e depois deitei o resto, porque que queria o recheio mais húmido. Não convém deixar os cogumelos muito tempo no lume, porque senão vão perder toda a água e consequentemente, toda a graça. Para dizer a verdade, nada deste recheio deve estar muito tempo no lume, uma vez que isto ainda vai tudo ao forno.
Encher o melhor possível o frango (esta parte para mim é a mais delicada e difícil), atá-lo, deitar um fio de azeite no fundo do tabuleiro, e outro besuntando toda a pele, e forno com ele! - 180 ºC, pelo menos uma hora. Se começar a queimar muito rapidamente, baixar a temperatura um bocado.
Desta vez fiz acompanhar o frango com puré de batata doce. Feito tal e qual como o das outras batatas, só que no fim deitei umas quantas gotas de molho inglês, para ficar com "aquele" toque especial. O pessoal gostou muito, mas eu confesso que gosto de outras melhores maneiras de comer batata doce.
E pronto, só falta dizer o óbvio, para desossar e rechear uma ave, convém que o "especimen" seja da melhor qualidade possível, caseiro seria ótimo!!
Posso também garantir que não é assim tão difícil, desde que se tenha uma faca adequada e afiada.
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